29.1.07
faxina.
a fada ignorante resolveu por ordem em seu coração. porque viver de mau-humor não dá, né? e também, ela cansou de ver o ônibus passando no ponto faltando só um quarteirão para ela chegar. depois ela tem que ficar lá, sentada, esperando a boa-vontade dos outros ônibus, contando os minutos no relógio dos outros e sentindo que o tempo era perdido. como ela é ignorante, não sabe muito bem o que o lance com o ônibus tem a ver com seu coração. mas ela acredita que tem, e agora já começou a faxina e pronto.
14.1.07
sexus. plexus. nexus.

ele colocou a mão embaixo do elástico da calcinha da fada e puxou para si o desejo que palpitava dentro dela. nem depois de assistir a filmes cheios de sussurros e gemidos, ler nas páginas de revistas femininas o quão raro e prazeiroso poderia ser e escutar atentamente as explicações de seu professor de ciência a fada poderia imaginar que seria tão bom. porque bom é pouco. bom é assistir filme abraçado comendo pipoca e adormecer nos braços dele. quando ele tocou nela pela primeira vez, todos os pêlos de seu corpo se levantaram, como que para escutar um segredo. e a fada ignorante sabe que é clichê, mas mesmo assim ela insiste em dizer que nunca imaginou que pudesse ser tão bom desse jeito, que alguém pudesse conhecer tão bem o contorno e as reentrâncias de seu corpo, e adivinhar as vontades de cada milímetro de pele e mucosa.
Assinar:
Postagens (Atom)