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14.6.10

sobre o que se vive.

quem quer passar além do Bojador
tem que passar além da dor.
deus, ao mar o perigo e o abismo deu
mas nele é que espalhou o céu.

(f. pessoa)

7.6.10

i'm katie





what you gonna do katie?
you're a sweet, sweet girl
but it's a cruel, cruel world
a cruel, cruel world

safety pins are none too strong katie
they hold my life together
and i never say never
and i never say never again

but since you said goodbye
the polka dots fill my eyes
and i don't know why

1.6.10

stoned.

parafraseando erving goffman, eu diria que não são "os homens e seus momentos", mas "os momentos e seus homens".

25.3.10

sobre nada.


com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
tudo que não invento é falso.
há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
é mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
a inércia é o meu ato principal.
há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
o artista é um erro da natureza. beethoven foi um erro perfeito.
a terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
por pudor sou impuro.
não preciso do fim para chegar.
de tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — como um lápis numa península.
do lugar onde estou já fui embora.

[manoel de barros]

28.2.10

você, cara partícula elementar.

estou lendo um livro de física quântica que tem enlouquecido meus neurônios desesperadamente. algumas pessoas vão ao cinema no seu tempo livre, outras dormem ou cultivam flores, eu [como mato todas as flores e tenho uma memória muito curta para filmes] leio livros que não tenham muito à ver com o meu trabalho, e numa dessas andanças à livraria achei que um assunto tão distante da minha pobre realidade como física quântica seria bom para espairecer as idéias.

pouco mais de cem páginas depois eu diria que o livro não espairece, mas expande as idéias adaptando-as à curvatura do contínuo espaço tempo [uma coisa tão de-volta-para-o-futuro isso, né?]. enfim, se é verdade ou não tudo o que está ali minha pequena sapiência não é capaz [ainda] de julgar. mas não pude deixar de comparar as partículas elementares com todos nós [isso mesmo, você não está ficando louco. imagine que cada ser humano é uma partícula elementar] e o campo de força exercido por eletrons com a nossa capacidade de comunicação.

funciona mais ou menos assim... imagine que para a física quântica toda partícula é também uma onda, e por ser uma onda o que a caracteriza são as relações estabelecidas por ela. logo, o que define uma partícula não é sua massa ou o composto físico de que é feita, mas sim as relações estabelecidas por ela.

imaginando que um elétron é uma partícula para o homem, então um homem seria uma partícula para o universo. e a partir desse ponto de visto todo homem seria também uma onda [ou seja, somos matéria e energia em vibração ao mesmo tempo], com capacidade de formar campos de energia em torno de si mesmo e sendo definido pelas relações que ele estabelece no sistema do qual faz parte. como toda onda/partícula [logo todo homem] tende a estabelecer relações em torno de si, então todo homem tende a fazer o mesmo, e a forma que encontramos de fazê-lo é através da comunicação. o que coloca o ato de se comunicar como a mais importante capacidade do homem, pois é por meio dela que esse homem será definido e reconhecido pelo universo.

verdade? loucura? pelo menos já sei qual será o próximo livro de cabeceira capaz de dar continuidade à saga.

23.1.10

uprising.

23.11.09

techno chicken




de volta à minha obsessão com galinhas. agora em versão youtube.