1.10.06

quase lá.

a fada aproveitou para postar o que quisesse. fazia uma semana que ele não olhava para os pensamentos que a vida dela levava, o que significava que dava tempo de ela postar o que quisesse, se arrepender ou não, apagar, e ele nem iria saber. como ele não sabia também que a noite que ela disse que ia passar dançando ela ficou chorando. como ele também não conseguia enxergar toda a tristeza que estava por trás daquele dia-a-dia. não foi só o pé de arruda que morreu, não foram só as novidades da quarta-feira que passaram. a vida também passava todo dia. e embora a fada quisesse achar um culpado, a tristeza estava dentro dela. não havia nada que ele ou a vizinha de cima pudessem fazer. presente nenhum no mundo poderia comprar um sentimento, apesar da dor de tudo o que ele pensava ficar presa dentro dela. ele sempre lia o signo dele, mas nunca parou para ouvir o que o signo da fada realmente queria dizer com a tal lua brigando com o ascendente, sem sol em saturno, sem sol em lugar algum na grande são paulo.

a casa está azul. e não há tintas para pintar as paredes.