19.4.10

declarando imposto de renda em um mac

para quem está tentando fazer a declaração de imposto de renda em um mac e tem sofrido horrores como eu. aqui está o comentário salvador que achei em um fórum [sim, a plataforma do governo é uma grande porcaria, mas existe uma luz no fim do túnel, não desistam!]. para instalar o programa que faz a declaração de imposto de renda é só seguir os passos do site da receita [ele roda bem e a instalação é simples, não tive problemas com ele], mas o programa que transmite a declaração simplesmente não roda no mac! então para  não ganhar cabelos brancos, é só instalar a versão desenvolvida para outros aplicativos [como está explicado no comentário abaixo] que dá tudo certo. prometo ;]

18.4.10

da semana que passou.

back to the future.
deixei minha lista em algum lugar.

enquanto a casa desmorona tento pelo menos colocar o próximo ano em ordem. porque essa vida de formiga um dia ainda acaba comigo. ou eu acabo com ela [assim espero].

lembro da blusa que dizia "all you have to do is dream". mas é mentira, só sonhar já não basta mais.

25.3.10

sobre nada.


com pedaços de mim eu monto um ser atônito.
tudo que não invento é falso.
há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
é mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.
melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
a inércia é o meu ato principal.
há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
o artista é um erro da natureza. beethoven foi um erro perfeito.
a terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
por pudor sou impuro.
não preciso do fim para chegar.
de tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — como um lápis numa península.
do lugar onde estou já fui embora.

[manoel de barros]

23.3.10

sobre a morte e a última semana.

poft! as pessoas dobram a esquina e morrem. uma pena que sempre morram as pessoas erradas. mas essa semana há de se ter o consolo de que o universo entra em sincronicidade para reinventar seu animus. então pelo menos até esse sábado as mulheres estão a salvo. ufa.

21.3.10

porque hoje é domingo [ainda]

já foi-se o tempo em que bicho gente conseguia tirar minha noite de sono. pensando bem, algumas entidades que se dizem pessoa não podem ser consideradas bicho de forma alguma, por isso seguem amorfas na vida.
vai ler meu filho, antes que o véu da ignorância tome conta do seu corpo inteiro.

tem gente [bicho ou não] que acredita em destino. eu não. acredito apenas em órbitas e spins. porque é possível mudar, mas não sem alterar tudo o que existe ao nosso redor.

28.2.10

você, cara partícula elementar.

estou lendo um livro de física quântica que tem enlouquecido meus neurônios desesperadamente. algumas pessoas vão ao cinema no seu tempo livre, outras dormem ou cultivam flores, eu [como mato todas as flores e tenho uma memória muito curta para filmes] leio livros que não tenham muito à ver com o meu trabalho, e numa dessas andanças à livraria achei que um assunto tão distante da minha pobre realidade como física quântica seria bom para espairecer as idéias.

pouco mais de cem páginas depois eu diria que o livro não espairece, mas expande as idéias adaptando-as à curvatura do contínuo espaço tempo [uma coisa tão de-volta-para-o-futuro isso, né?]. enfim, se é verdade ou não tudo o que está ali minha pequena sapiência não é capaz [ainda] de julgar. mas não pude deixar de comparar as partículas elementares com todos nós [isso mesmo, você não está ficando louco. imagine que cada ser humano é uma partícula elementar] e o campo de força exercido por eletrons com a nossa capacidade de comunicação.

funciona mais ou menos assim... imagine que para a física quântica toda partícula é também uma onda, e por ser uma onda o que a caracteriza são as relações estabelecidas por ela. logo, o que define uma partícula não é sua massa ou o composto físico de que é feita, mas sim as relações estabelecidas por ela.

imaginando que um elétron é uma partícula para o homem, então um homem seria uma partícula para o universo. e a partir desse ponto de visto todo homem seria também uma onda [ou seja, somos matéria e energia em vibração ao mesmo tempo], com capacidade de formar campos de energia em torno de si mesmo e sendo definido pelas relações que ele estabelece no sistema do qual faz parte. como toda onda/partícula [logo todo homem] tende a estabelecer relações em torno de si, então todo homem tende a fazer o mesmo, e a forma que encontramos de fazê-lo é através da comunicação. o que coloca o ato de se comunicar como a mais importante capacidade do homem, pois é por meio dela que esse homem será definido e reconhecido pelo universo.

verdade? loucura? pelo menos já sei qual será o próximo livro de cabeceira capaz de dar continuidade à saga.

5.2.10

a cama fica dura toda vez que se esvazia. e o telefone começa a sorrir pra mim com um ar debochado. às vezes as coisas deixam de existir e ninguém se dá conta. é isso o que acontece com a cama exatamente três minutos antes d'eu entrar em casa. a a máquina de lavar louça na sala se torna o maior pretexto no qual consigo pensar para meu coração continuar batendo [por ti].

agora me diz, qual é o gosto da derrota?

23.1.10

uprising.

aqui jaz.

os pensamentos têm vida própria. e, assim como eles, as perguntas também. no meio da noite de hoje, algumas insistiram em parar no bar e sentar na mesma mesa que eu.

* desde quando se masturbar pensando em alguém deixou de ser elogio?
* porque só se é feliz beijando um homem? mulheres não possuem boca também?
* quando foi a última vez que você viveu um dia que valeu à pena?
* por onde andam as coisas pequenas da vida?

antes que eu pudesse falar com qualquer uma delas, se embreagaram com meia dose de cachaça e saíram pra passear.

21.12.09

antes que o ano acabe.

sobre as frases que se perderam nos meses que se passaram mas continuam dentro de mim:

"ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam" [c. lispector]
"não importa saber se a gente acredita em deus, o importante é saber se deus acredita na gente..." [m. quintana]
"acreditar em algo e não o viver é desonesto" [m. gandhi]

e dedico a último frase a minha amiga ju, que se abraça e desce a ladeira junto comigo. agora vamos torcer para ser uma montanha-russa e nosso carrinho subir de novo.

12.12.09

o menino

Ele nasceu de nove meses, como era o esperado. Pesava três quilos e trezentas gramas mas tinha um coração maior do que o cérebro e um sonho de meia tonelada preso em seus pulmões. Precisou gritar para colocar o sonho pra fora, ou morreria sufocado. Seus pais não entenderam nada, mas o médico disse que era normal. Todas as crianças quando nascem têm um sonho preso dentro do pulmão e precisam dar um berro bem alto para colocá-lo pra fora. Se quando nasce a criança não berra, o médico precisa dar um tapa em suas costas, ou ela pode morrer sufocada com o sonho, que infla com as primeiras moléculas de oxigênio a entrar em suas narinas.
Mas quando os sonhos se soltam dos alvéolos pulmonares não cabem mais em lugar nenhum do corpo, e por isso sempre ficam esquecidos bem no fundo da alma. Pensando bem, não poderia existir um lugar mais bonito do que esse para um sonho habitar durante a vida inteira. Seria um começo bonito, não fosse o fato de as pessoas viverem com seu cérebro e coração, não com sua alma, e por isso muita gente morre sem nunca ter chegado se quer a conhecer o sonho que habitou nelas durante um vida toda, seja ela longa ou do comprimento de uns poucos anos apenas.
Eu sei disso porque já vi muitas pessoas morrerem com um sonho lindo esquecido bem no fundo da alma. É tão triste e bonito ao mesmo tempo, que o ar para de soprar, o universo inteiro fica em um silêncio esquisito, sem entender como pode um sonho tão grande ser esquecido por um corpo bem pequeno. Sim, porque mesmo os corpos que as pessoas consideram maiores, com um metro e noventa de altura, ou maior ainda como aquele rapaz de dois metros e setenta e quatro centímetros que morreu tão novo antes mesmo de ter tempo para entrar na faculdade e se formar em direito como tanto planejou (bom, pelo menos ele entrou para o guiness, o que não foi muito bom para ele mas já foi alguma coisa), sim mesmo essas pessoas possuem um corpo muito, muito pequeno diante da grandiosidade de um sonho, por menor que ele seja. E olha que eu já vi sonhos muito pequenos, menores do que um grão de areia perdido em São Paulo ou na Cidade do México. Um sonho como esses de ganhar na mega-sena, ficar famoso nem que seja no Big Brother, passar em um concurso público ou conseguir uma promoção na maior multinacional do país. Também já vi sonhos um pouco maiores, como ter filhos inteligentes & saudáveis, encontrar um sentido para a vida que se leva, ter o que comer todas as noites antes de dormir e aprender a ler & escrever. Mas sonhos não são nada fáceis de carregar, e acredito que é por isso mesmo que as pessoas preferem esquecê-los. Pronto, ninguém pediu minha opinião, mesmo assim eu já fui logo me metendo e dei.
Mas não é do sonho das outras pessoas que eu quero falar pra você, essa história é sobre o sonho de um menino lindo e quase loiro, esse menino que eu apresentei para vocês no comecinho da história. O menino mais lindo da cidade, feito de distração e ternura, nasceu com dois olhos cheios de poeira de anjo, para enxergar aquilo que as outras pessoas não conseguem imaginar. O sorriso era de algodão-doce e, por isso, às vezes desmanchava fácil (vocês vão descobrir muito em breve). O coração era feito de todos os desejos que sua família e a família da sua família já tiveram, e por serem tão diversos, não tinham nem um ângulo reto e viviam incongruentes dentro dele. Também não fazia diferença, porque coração não foi feito para entender, foi feito para bater, e apanhar também de vez em quando.

Pois bem, o nosso Menino nasceu e berrou bem forte , arremessando seu sonho com toda a força que um ser humano é capaz, para ir parar numa profundeza tão lá no fundo que nem com máquina de escavação seria capaz de se pegar. O Menino chorou de tristeza, não queria se desfazer de um sonho tão bonito assim, feito de uma mistura de coisas desconhecidas com noites em claro e aquela esperança linda na qual só um sonhador acredita. Ele pensou que não conseguiria nunca mais ver seu sonho de novo, quanto mais realizá-lo, e por uma fração de segundos o Menino abriu com toda a força que tinhas os seus olhos, para ver o sonho bem direitinho e decorar como ele era, e ele desejou com todas as forças poder ficar com o sonho na cabeça para lembrar pra sempre dele, ou pelo menos no coração, para guardar com carinho uma parte tão preciosa do seu ser. Ele desejou em pensamento em alto, e nem se deu conta de que ela estava passando por perto e ouviu tudo.

um, dois, três, meia, e, já!

chegou a hora de começar pelo começo.

soraia não era uma lacraia.

era uma vez uma lagartixa que sonhava um dia se tornar estrela de filme pornô. ela tinha um rabo grande que chamava a atenção por onde passava, mas não era o suficiente. ela tinha dois olhos de ressaca, que não piscavam como se fossem o primeiro dia da criação, mas vibravam no ritmo que um estrela pornô deve fazê-lo. ela era gélida, úmida, rápida & implacável. gostava de um chinelo. sabia contar mississipi e falar doze palavras em alemão.
morreu antes do tempo e antes do gozo. mas dizem que mesmo assim será premiada este ano em berlim.

um desejo e uma prece.

querido papai noel,
sei que não me comportei muito bem esse ano, mas acredito que tenho algum crédito com você pelos outros anos e dois últimos meses que se passaram. e sendo assim, favor enviar um novo estômago para mim, dessa vez que não tenha defeito de fábrica e com garantia extendida. se puder levar as bolinhas embora e tornar minha futura experiência com o poupa-tempo um pouco mais agradável ficarei agradecida. e por favor, me ajude a lembrar das janelas e guardar os medos dentro do criado-mudo que não tenho antes de dormir.
agradecida,
eu

1.12.09

una biografia corta.

clara l. é una ragazza che puo vedere solo le cose gialle. lei sogna essere una mielle piede nelle notti piu calde de estate. non c'e bugia in sua scatola dei pensieri, ne anche amore risparmiato nell cuore. le piage il suono della popcorn a scoppiare e la acqua calda per prendere bagno nell'inverno. non le piage svegliar-se presto, ne anche mangiare alimento freddo. lei há tre occhi: due per guardare il mondo e uno per guardare lei stessa.

p.s. saudade das aulas de italiano e sonho de doutora.

23.11.09

techno chicken




de volta à minha obsessão com galinhas. agora em versão youtube.

18.11.09

sobre o sumiço.

para quem ainda não sabe, as fadas folgam sempre às quartas-feiras. e sofrem. porque sem desejos para realizar as fadas não são ninguém. e não é no sentido figurado que estou falando. elas simplesmente espocam como uma bolha de sabão no ar.

mas voltam sempre a existir de novo às quintas-feiras.

13.11.09

era uma vez um cronópio.

sobre o acontecimento de quarta-feira à tarde, só cortázar salva.

história verídica
um senhor deixa cair ao chão os óculos, que fazem um barulho terrível ao bater nos ladrilhos. o senhor se abaixa aflitíssimo porque as lentes dos óculos custam muito caro, mas descobre assombrado que por milagre elas não se quebraram.
agora esse senho sente-se profundamente grato, e compreender que o acontecimento vale por uma advertência amistosa, de maneira que se dirigea a uma ótica e compra logo um estojo de couro acolchoado, com proteção dupla, como precaução. uma hora depois deixa cair o estojo e ao abaixar-se sem maior preocupação verifica que os óculos viraram farelo. esse senhor leva tempo para compreender que os desígnios da povidência são insondáveis e que na realidade o milagre aconteceu agora.

p.s. caro sr. julio, será que mesmo sem ter caído não chão devo considerar que foi um milagre?

1.11.09

#outubrorosa

*manifesto por uma estratégia de mídia social mais social e menos midiática

o mês de outubro acabou de passar e esse meu post está meio atrasado mesmo [peço desculpas por isso]. mas com a correria das últimas semanas, que me obrigaram a equilibrar vários projetos no ar ao mesmo tempo agora, infelizmente tive que deixar o blog no último lugar da fila de prioridades. anyway, esse post está atrasado por que ele é sobre o outubro rosa, que como o próprio nome diz, acontece em outubro. o movimento se apropriou do mês para torná-lo o período oficial de combate ao câncer de mama, pode-se dizer que não passa de ums estratégia marketeira como o natal, só que em prol de uma causa muito mais nobre.

o objetivo do movimento é divulgar informações sobre o combate, diagnóstico e tratamento do câncer de mama [não vou dar detalhes porque muita gente já escreveu a respeito, é só procurar pela tag #outubrorosa no twitter], e para isso faz uso de uma tremenda estratégia de mídias sociais, afinal de contas, mesmo com a roche apoiando a causa todo mundo já está cansado de saber que as pessoas confiam mais nos amigos, jornalistas etc & tal do que na publicidade assinada por uma marca. pela primeira vez participei um pouco mais da campanha, tuitando e comparecendo ao evento realizado em são paulo. foi tudo muito lindo e bonito de se ver, alguns famosos como a eliana [dos dedinhos] chegaram a apoiar a causa de coração [e não de bolso], o site foi muito visitado e divulgado, tenho certeza absoluta de que os números são maravilhosos. mas acho que chegou o momento da campanha começar a se preocupar com os resultados práticos, e não só com o marketing em torno do movimento.

é lindo ter um post no twitter escrito por famosos apoiando a causa, é bacana ver o site criado para a causa ser super visitado, visitar blogs e sites todos se pintando de rosa... mas é preciso lembrar que as pessoas mais carentes de informação sobre prevenção [e no país subdesenvolvidos que vivemos prevenção é um luxo para poucos] provavelmente não têm acesso à internet e andam longe de saber quais são os internautas almost famous do pedaço. tudo bem que a campanha teve o rosamóvel, uma forma de levar informação para o mundo off line, mas do meu ponto de vista o movimento conseguiria ter um impacto muito maior na vida das pessoas se todo o boca-a-boca on line inspirasse ações off line. se em vez de só falar do assunto, as blogueiras fossem convidadas a fazer o exame e postar a respeito. dá mais trabalho fazer do que escrever? dá sim!

mas do que adianta criar um movimento tão bonito no mundo virtual se ele não conseguir ter um impacto real na vida das pessoas? eu mesma não faço muita idéia de como se faz o auto-exame, mas sempre que meu ginecologista fala faço aquela cara de conteúdo. mesmo tendo váaaaaaaarios casos de câncer na família. muito mais fácil falar a respeito e não fazer nada. a ignorância muitas vezes é a pedra de salvação do comodismo. mas eu acredito que o outubro rosa pode ser ainda melhor ano que vem, por isso fica aqui o desafio para os organizadores, celebridades on e off line e para mim mesma.

3.10.09

das coisas que me fizeram feliz em setembro

# 1 jantares e almoços com o pedaço paulistano da família
# 2 assistir UP com óculos 3D e um saco enooorme de pipoca, chorar feito criança durante o filme, querer enfeitar minha casa com balões coloridos, ter um cachorro que me faça companhia sem dar trabalho e a eterna suspeita de que o garotinho do filme tem síndrome de down
# 3 baixar músicas deliciosas no blog do meu amigo pedrão
# 4 ser convidada para assistir o espetáculo RESTOS, ter plena certeza de que antônio fagundes é foda, são paulo é um lavabo e estou em sincronicidade com o mundo [e vejam que muderno, a peça tem até twitter @RESTOSFagundes recomendo os filmes dos bastidores, são demais!]
# 5 me reinventar completamente